Origem e morte do castelo depende da moral e da religião da família nobre

Montreuil-Bellay

O castelo está intrinsecamente ligado a uma família. A família é a alma do castelo.

Tudo nele, grande o pequeno, carrancudo ou charmoso, é a manifestação do espírito de uma linhagem.

Como tantos deles ficaram abandonados e até viraram ruínas?

Quanto mais se procura, encontra-se quase infalívelmente o mesmo fato:a família que o criou e/ou habitou, previamente decaiu. As causas alegadas da decadência podem ser diversas: guerras, desastres naturais…

Porém, sempre se encontra uma grande e decisiva causa: a crise moral e religiosa da família nobre que foi a alma do castelo.

O acadêmico Jean d’Ormesson, de nobre origem, escreveu sobre a escalada dos prazeres, a infidelidade conjugal e a morte da vida em muitos castelos:

As concubinas tiveram na história de minha família e de seu enfraquecimento um papel comparável ao de Robespierre, de Darwin, de Karl Marx, das quintas-feiras negras de Wall Street, de Freud, de Rimbaud e de Picasso: elas abalaram um pouco mais algumas das colunas de nosso velho templo apodrecido.

Challain

Nunca meu avô disse-me uma palavra, nem a outra pessoa da família, creio eu, a respeito do que sucedia conosco. Eu me perguntava se ele compreendia o que se passava. Não estou certo. Mas ele sentia que a ordem tinha sofrido danos. E esses danos envenenaram os últimos dias de sua vida.

A liberdade dos costumes tinha tomado, um pouco misteriosamente, ares de destruição. A libertinagem passava lentamente para o lado da morte e do desespero.

Havia algo de tresloucado e de crepuscular em nossos prazeres ilícitos. Não era difícil perceber, sob a alegria e as trepidações, o gosto da fuga, da vertigem, a fascinação pelos torvelinhos, uma sede ardente de delírios.

Não era mais à volúpia que nos abandonávamos: era a todos os abismos do aniquilamento.

Nada se assemelhava tanto ao suicídio como as loucuras de pessoas enfadadas com o mundo e entregues aos prazeres proibidos, irremediavelmente ligados a uma situação econômica e social e à decadência política e moral. Vivíamos irritados numa civilização cansada. Cansada dela mesma, cansada de nós.

Mayenne

Enquanto nós nos enchafurdávamos na fruição duvidosa de todas as liberdades, outros se punham a dançar nas ruas, a passear de braços dados sob o sol de verão, a acampar nas praias e florestas, a descobrir o mundo ingênuo de cujo charme desgastado nós fugíamos: era o povo.

No horizonte já se anunciava o Front Populaire. E nós usávamos nossas últimas forças a renegar todas as regras que, tendo feito nossa grandeza, agora nos asfixiavam.

Víamos de modo obscuro que uma nova moral ia surgir e que não mais seríamos a classe dominante. Por isso nos lançávamos em nossa própria negação.

E meu avô, sozinho, abatido pelos anos e mais ainda pelo futuro, permanecia de pé, imóvel como uma estátua do Comandante despojado de todo prestígio, como a pedra testemunhante de uma moral ultrapassada.

(Fonte: Jean d’Ormesson, “Au plaisir de Dieu”, Ed. Gallimard, 1980, 626 páginas.)

Hoje, certas famílias nobres se perguntam se não é para enterrar esse liberalismo moral, assassino da família.

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Life in a Saxon hall


The re-enactment society Regia Anglorum is reconstructing an early medieval Saxon hall in Kent using materials and construction methods of the time

Kim Siddorn, Regia Anglorum


The re-enactment society Regia Anglorum is reconstructing an early medieval Saxon hall in Kent using materials and construction methods of the time.Regia Anglorum is a re-enactment society that aims to recreate as accurately as possible life in Anglo-Saxon and Viking Britain. Over the past 10 years, we have been building the Wychurst project – a fortified manor hall, using materials and construction methods of the time – on three acres of land in Kent. We have a rotation of 60-odd people who work on the project in the middle weekend of each month.The hall is 30ft high, 60ft long and 30ft wide, and is based on the West Hall at Cheddar, built around 850. No buildings of this type from the period have survived, so we did an enormous amount of research from archaeological dig reports and written accounts. It is built entirely in English oak, mostly sourced from within a mile of the site, which makes it a very accurate reconstruction. It is a great hall, where the local lord would have lived with his family and a few of his men. It would have served as town hall, law court, police station and as a place for protection.

Amateur treasure-hunter’s haul

We take a look at what amateur treasure-hunter David Booth found…

An ANGLO-SAXON STRAP-END and three ANGLO-SAXON COINS, found near Dumfries, have been allocated to Dumfries Museum.

The fragmentary strap-end, above, dates from the ninth century. Such items are not uncommon finds in southern Scotland, but this example is all the more significant in being recovered alongside three Anglo-Saxon coins, which also date from the ninth century.

Medieval experts say this small group of finds is a substantial reminder of the cultural ebb and flow which constituted the Scotland of the Early Historic period.

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