Palácio de Rohan-Soubise em Paris: as torres dos príncipes da Lorena

Hotel de Rohan, torres do palácio dos príncipes de Lorena, Paris, castelos medievais
Os príncipes de Rohan são descendentes dos duques antigos da Bretanha. Os duques da Bretanha eram príncipes que casavam-se com reis, absolutamente de igual a igual.

Os Rohan eram de um ramo dessa categoria. Eles constituíam, com algumas outras famílias da alta nobreza francesa, um verdadeiro escalão intermediário entre a Família Real e o comum dos nobres da Corte.

No palácio deles em Paris ficam duas torres medievais pontudas, que estão em contraste com o estilo clássico.

Essas duas torres constituíam uma reminiscência do antigo palácio dos príncipes de Lorena.

Essa era uma família de príncipes muito séria e direita. Era o ramo francês da família de Lorena.

Tiveram muito poder na França, tinham feudos, tinham dinheiro, tinham alianças políticas muito poderosas, etc. Ali era o palácio deles, que foi derrubado para dar origem ao palácio dos Rohan.

Palácio clássico de Rohan-Soubise, Paris, castelos medievaisOs Rohan construíram este palácio de uma regularidade clássica (ao lado) muito distinta.

Conservaram, porém, duas torres do castelo dos príncipes de Lorena. Elas estão muito próximas uma da outra, e há uma sala que se espraia de uma torre para outra, formando uma só sala na base.

Os príncipes de Lorena [ou Guise] foram os líderes dos católicos na luta contra os protestantes nos tempos das guerras de religião. Quando tinham confabulações políticas importantes, muito secretas, que queriam que ninguém ouvisse, iam para essa sala aí.

Torres dos príncipes de Guise, Hôtel de Soubise, Paris, castelos medievaisAí eles fizeram as alianças católicas com Filipe II, para fazerem os tercios espanhóis entrarem na França e sapecarem as hordas protestantes como devia ser.

À ação deles se deve o fato dos protestantes não tomarem conta da França.

A família de Lorena – feitas as exceções ‒ formou uma Casa muito abençoada por Deus. Ela tinha no mais alto grau o charme.

Basta dizer que pertenciam a essa Casa duas rainhas célebres na História por seu charme único, e ao mesmo tempo por seu infortúnio sem nome: Maria Stuart, Rainha da Escócia, e Maria Antonieta, a última rainha da França do Ancien Régime, cruelmente decapitada pela Revolução Francesa.

(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira. Sem revisão do autor).

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O castelo de Guimarães: nobre, de proporções distintas, sem nada de agressivo

O castelo de Guimarães, em Portugal, localizado no distrito de Braga, tem uma certa nota da suavidade lusa.

É preciso ter estado em Portugal ou ter nas veias sangue português — e, por extensão, brasileiro — para poder saboreá-lo bem.

Esse castelo, todo de pedra, é um encanto.

Seu aspecto exterior é muito nobre, com janelas ornadas de vitrais contendo desenhos bastante harmoniosos.

castelo de Guimarães
castelo de Guimarães

As proporções são muito agradáveis, sem apresentar nada de agressivo e sabendo guardar bem as distâncias e as hierarquias.

Diante dele, avista-se bem delimitado o campo de batalha de São Mamede, em que se travaram enfrentamentos militares dos quais resultou a independência de Portugal.

Para fazer uma comparação à maneira do turista moderno, sua dimensão equivaleria à área de uns três ou quatro campos de futebol.

Os reinos eram tão pouco povoados, naquele tempo, que batalhas aguerridas e nobres se efetuavam numa área com essa extensão, e o futuro de uma nação decidia-se assim.

A população da cidade de Guimarães promove festas nesse local.

Guimarães interior do Paço dos duques
Guimarães interior do Paço dos duques

Vikings in Canterbury

I see from a BBC report that the city of Canterbury will be commemorating the Viking attacks of 1000 years ago, with services in the Cathedral (pictured), presumably to ‘honour those that were killed trying to defend the city’, as the city’s head of culture has it.

No doubt the Vikings were ‘mad, bad and dangerous to know’, and committed all kinds of atrocities, although recent archaeological discoveries have shown that it didn’t all go one way. Without wishing to defend any atrocities, I sometimes wish that, at this distance of 1000 years, we could be magnanimous enough to look at the evidence from both sides. Which is of course just my way of plugging the forthcoming editions, by myself and my esteemed colleague Matthew Townend, of the skaldic poems that record these events (both out next year in Skaldic Poetry of the Scandinavian Middle Ages I). Skaldic poetry is much ignored, but it is just as contemporary, and just as biased, as the Anglo-Saxon Chronicle.